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Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil

4 de outubro de 2005

MATANDO OS PRÓPRIOS FILHOS

Contra a proibição das armas, podemos listar uma série de bons argumentos: o cerceamento de um direito de escolha, a vulnerabilidade do cidadão da Zona Rural (onde a polícia não chega), o estímulo ao tráfico e ao contrabando de armas (uma vez que a nossa polícia já se mostrou incapaz de fiscalizar nossas fronteiras), etc.
Entendo perfeitamente. A argumentação é excelente, mas continuo contra as armas. Minha visão, nesse caso, chega às raias da utopia, admito. Discordo da organização social desigual como um todo e, no meu ponto de vista, grande parte dos criminosos acaba por ser resultado dessa sociedade viciada e injusta. Então compramos armas para nos defender e matar muitas vezes aqueles que, assim como nós, são vítimas desse ciclo vicioso.
Pense numa pessoa que não teve base familiar, não teve oportunidade de se educar, não tem a menor noção do que seja uma postura ética diante da vida e acaba tragada pela tentação e o status do crime organizado. É um marginal. Marginal no sentido de que passa uma vida inteira à margem, excluído das oportunidades sociais, e é justamente nessa penumbra que o seu caráter é formado. É um filho da sociedade, parido e criado por ela. Alguém pode argumentar citando exemplos de várias pessoas que não tiveram chance e mesmo assim não se deixaram levar pelo caminho do crime, mas esses são os excepcionais. E uma sociedade, mais uma vez na minha opinião, não pode exigir de seu cidadão que ele seja um fora-de-série. Por isso o sistema é perverso: abandona nas condições mais desumanas um filho seu e depois julga melhor dar-lhe um tiro para resolver o problema que a sua própria omissão criou.
Daqui a uns mil anos, quando formos uma Suíça, serei totalmente a favor da liberação das armas. Prometo renascer no Brasil, tirar meu título de eleitor, votar a favor das armas no referendo do ano de 3005 e sair por aí com meu revólver futurístico ameaçando mandar bala na cara de quem ousar invadir uma propriedade minha!

"Um sistema que exige qualidades excepcionais dos seres humanos só excepcionalmente terá êxito."
Bertrand Russell

Ônibus 174
Quem viu este filme, sabe do que estou falando.

9 comentários:

misha disse...

gostaria de não ter que me manifestar a respeito dessa proibição. acho ridícula só a obrigação ao voto.
ainda não tenho opinião formada, como boa geminiana...

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Beijos

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