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Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil

12 de maio de 2004

LUZ QUE NÃO TEM DONO

Não se mostra de uma vez.
Aos pedaços, insinua.
Vai crescendo até que um dia...

Até que um dia, nua,
aparece tão inteira
e imensa flutua.

Brilha forte,
ilumina,
mas jamais será só sua.

O seu brilho, tão intenso
que impressiona em um segundo
é a luz que não tem dono
tem que ser de todo mundo.

Aqui resta a escuridão,
lá bem longe o clarão prova.
Minha Lua foi embora,
tudo escuro: Lua Nova.


NILMA GARÔFALO

Nilma Garôfalo já é uma senhora de idade avançada. Ganha a vida trabalhando numa repartição pública. Outro dia, eu pedi a ela uma carona, que foi prontamente atendida.
O carro popular de Nilma tinha os bancos todos plastificados e mal-cheirosos, o que me fez pronunciar a pergunta inadiável:
-Nilminha, porque os bancos do seu carro são assim, plastificados?
-Sabe o que é, meu filho? É que moro muito longe da repartição. Hoje em dia, com esse trânsito infernal, às vezes gasto horas para chegar em casa.
-Entendi. Mas o que o plástico nos bancos tem a ver com isso?
-É que... É que eu não sou muito boa para segurar o xixi. Aí, quando estou com vontade e agarrada no trânsito, faço por aqui mesmo, no banco do carro. O plástico é bom porque quando eu chego em casa, basta passar uma aguinha, um paninho e pronto!

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